O facebook é um site muito bacana. Agora a gente tem oráculos… e oráculos. A Hilda Hilst me disse que o sacrilégio na palavra pode falar ao mundo morto! Eu mesmo elaborei um aplicativo. EU mesmo. Finalmente, EU mesmo quase acredito nele! Ele revela e a gente acredita. É assim, a gente seleciona aquilo que presta, aquilo que a gente quer ouvir, ler. É por isso que sempre é bom reler os livros que nos marcaram. Ou para ter outra interpretação, ou para ver que o livro era nulo e na verdade quem escreveu o livro foi você mesmo! Alguns escapam, mas sempre resta o fundinho que somos nós, leitores. “Nós fazemos as palavras, os leitores fazem as imagens”. A gente lê, relê, re le, rala, ri e depois explica pros outros para fazer os outros verem aquilo que vimos. E sabe o que é isso? Retórica. E hoje em dia, sabe o que é isso? Arte. Alguém que se cria, uma obra de arte falante, escrivente, que te convece, pelo menos por um momento. Ainda assim, você nunca é convencido daquilo que ele ou ela diz, mas da sua prórpia capacidade de conceber (CONCEBER, como Maria concebeu Jesus! ou sua mãe, você) uma idéia. As palavras são blocos ocos, socos de som prenhes de caminhos. São como bifurcações que conectam os caminhos para onde se quer ir. “Todos os pergaminhos levam à masmorra”. Mas não se engane e pense que você já sabia tudo desde antes, como o queria Sócrates! Connection, conexão! Você, ou EU, como diria Nietzsche, é uma ilusão – uma ilusão que advém do verbo (sim! de Deus, do Verbo!) que se conjuga com um sujeito… que não é você, nem eu, mas uma palavra que há como único parentesco real com o concreto o fato de ser “como uma bifurcação que conecta os caminhos para onde SE quer ir”. E o “se”… “se” ou não “se”, eis a questão. Mas quereríamos nós que fosse tudo apenas palavras, a pandemia da interpretação, bonora dos deuses… resta o “se”.
A repetição contínua de uma mesma palavra (o que os concretistas faziam com esmero) leva a sua desintegração. Vira som sem sentido, vira rizoma. A repetição contínua de uma pessoa vira… uma geração. Uma geração que tem até nome, que já é até palavra: Geração Y. “A geração Y é vista como a rejeição final da contra-cultura que começou nos anos 1960 e que persistiu através das décadas subsequentes até os anos 90. [...] a construção de um consenso geracional que parece ser mais saudável e útil do que os protestos da contra-cultura do fim dos anos 60 [...] [porque adoram o Obama!]“. Mantendo forte afinidade com o neoliberalismo e fazendo apologia ao desenvolvimento tecnológico, é uma geração imersa nos novos meios de telecomunicação e cibernética e que tendo sido criada pela geração do Baby Boom, ou seja, por pais que valorizam o bem-estar e a abundância das quais careceram de certa forma em sua geração, é exigente e possui uma elevada auto-estima. São aqueles nascidos entre os anos 1980 e 2000. Ai, “I and I” é também “we and we, rasta!”
Nos “países” “desenvolvidos”, sociologia é ciência! E esses nomes servem sabe para que? Para fazer gráfico, mapas, projeções que servem ao desenvolvimento de novos produtos no mercado e a políticas públicas. Pois é, não se faz nada sem se ter os nomes dos culpados! (TAC! Bate o martelo). Então nós, zumbis do consumo, surfistas do infomar, telespectadores e telespectadoras estamos estaticados no leito cartesiano das bolsas de valores, mercados e futuros. (Quem imaginou que pudesse ser tão importante assim?!). É verdade! Mesmo quando você dorme e sonha com seu noivo computador, com seu hype perdido na balada, seu futuro como dansarina em Paris, você faz parte de um dos 60 milhões de Ys de uma geração! Então, dê um beijo bem forte na sua mãe e no seu pai, agradeça-os pelo presente de estar vivo e fazer parte da geração mais “high-low” de todos os tempos! A bênção de ser mais do que uma palavra, de ter encarnado como um número! Que faz toda a diferença…















